Primeiro-Ministro demitiu-se
O Primeiro-Ministro apresentou a demissão ao Presidente da República, na sequência da rejeição do Programa de Estabilidade e Crescimento 2011-2014, pela Assembleia da República. Numa comunicação aos Portugueses, José Sócrates afirmou que «desde há vários meses que tenho lutado por um propósito que considero absolutamente fundamental: proteger o País da necessidade de recorrer a um programa de ajuda externa para que Portugal não ficasse na situação da Grécia e da Irlanda», acrescentado que «sempre alertei para as consequências profundamente negativas de um programa de ajuda externa». O PM afirmou também que «esta crise política era evitável – bastava haver espírito de diálogo. Esta crise era desnecessária – visto que nem sequer havia qualquer imposição legal de votação do PEC. Esta crise é totalmente inoportuna, provocada no pior dos momentos, a um dia de uma Cimeira que é decisiva para Portugal e para a Europa.»
Este é o texto que se pode ler na página de internet do Governo Português: www.portugal.gov.pt/
Quem lê só este texto pensa que a oposição não teve flexibilidade para dialogar com o Governo e negociar o PEC IV. Mas na verdade, uns dias antes, o Primeiro-Ministro disse que ou era este PEC ou não era nenhum. E vem agora dizer que, e cito, “esta crise política era evitável – bastava haver espírito de diálogo”. Fiquei confuso…
Vamos ter eleições nos próximos dias e espero que o próximo governo tenha uma postura de recuperação, o que nem sempre é fácil, e menos arrogante.
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